sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CONVITE - Superando O Lúpus 1° Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) *** Venha e Participe ! ***


Pessoal por gentileza divulguem - São Paulo - SP
Se você tem Lúpus Eritematoso Sistêmico ou Discoide ou tem algum parente ou amigo que tenha, está Convidado a Participar da 
Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) 

  •                                          É um evento gratuito.
Haverá palestra sobre a doença e atividades interativas entre os participantes.




O Lúpus provoca queda de cabelos?


O Lúpus provoca queda de cabelos?

O Lúpus pode provocar queda de cabelo difuso e importante denotando inclusive atividade da doença. As lesões da doença podem causar alopecia cicatricial onde os cabelos não voltam mais.
As medicações usadas no tratamento do Lúpus provocam queda de cabelos?
Medicações como corticóides e imunossupressores podem causar queda de cabelo difuso e não cicatricial.
Quando o Lúpus é controlado nascem novamente os cabelos perdidos?
Os cabelos voltam quando ocorre esta queda difusa, porém não na alopécia cicatricial.
O Lúpus provoca calvície?
Calvície é uma queda de cabelo específica, gerada pela genética de cada um e não tem relação com Lúpus. No entanto, se o indivíduo homem ou mulher tiver tendência para calvície pode evoluir mais rápido.
Quais os cuidados que o portador de Lúpus precisa ter em relação aos seus cabelos?
O modo de prevenir a queda de cabelo associado ao Lúpus é manter o controle da doença. Evitando atividade da mesma controla a queda de cabelo difusa e também as lesões cicatriciais. Não há tratamento específico para a queda de cabelo, mas sim repito o controle da doença.
DRA DENISE STEINER
DERMATOLOGISTA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reumatismo - Deputados defendem política nacional de Atenção às pessoas com Reumatismo

Deputados defendem política nacional de atenção às pessoas com reumatismo

Doenças reumáticas como artrite, osteoporose e fibromialgia afetam cerca de 20 milhões de brasileiros.
video

Artrite, Osteoporose, Artrose, Gota, Lombalgia, Lúpus, Tendinite, Bursite, Fibromialgia... 
Essas são algumas das mais de 120 doenças que afetam a articulação, o esqueleto e os músculos, genericamente chamadas de reumatismo.

As doenças reumáticas acometem cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. São cerca de 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. E é a segunda maior causa das licenças médicas nos trabalhos e de pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, de acordo com o Ministério da Previdência Social.

Apesar de ser normalmente relacionado às idades mais avançadas, pessoas de qualquer idade estão sujeitas ao reumatismo. Os primeiros sinais de que o aparelho locomotor não vai bem são dores, inchaços, cansaço constante ou inflamações em tendões, músculos, cartilagens e ossos, que podem dificultar os movimentos do corpo.

O recomendado para evitar o problema é fazer exercícios físicos, poupar movimentos repetitivos e ter acompanhamento médico regular.

Se não forem tratados, os problemas causados pelas doenças reumáticas podem ter complicações, impactando no dia-a-dia da pessoa, é o que relata a pedagoga Maria das Graças Maia. Ela teve diagnóstico tardio de artrite e fibromialgia, e passou quase 15 anos sofrendo com os sintomas sem, no entanto, ter um diagnóstico claro.

"Além de deformidade no meu corpo, trouxe várias outras complicações devido a problemas psicológicos, por você se olhar e se sentir incapaz a tua autoestima… Uma série de coisas, inclusive a depressão e aí veio a fibromialgia."

Para Maria das Graças, que também é ativista pela atenção do poder público à doença, é preciso prevenção.

"Esse diagnóstico tardio que traz várias consequências, como cadeiras de rodas… Um custo muito alto para a saúde pública porque acaba que, ao invés de investir numa prevenção, acaba investindo no que não tem mais jeito".

Na Câmara dos Deputados, o assunto foi tema de audiência pública a pedido da deputada Érika Kokay, do PT do Distrito Federal. A parlamentar defendeu a criação de uma política nacional de atenção às pessoas com reumatismo.

"Várias medidas de atenção na área de saúde, na criação de centros de referência, onde se possa ter acesso a outras políticas, como de capacitação profissional. Para que as pessoas possam, inclusive, ter espaço para falar da sua dor e possam não se sentir se sentir isoladas."

Os deputados também discutem proposta (PL 3749/2008) que prevê a distribuição gratuita de medicamentos que tratam os sintomas. 
O projeto tramita em conjunto com outras propostas que tratam da distribuição de medicamentos e aguardam parecer na Comissão de Finanças.

Reportagem — Emily Almeida
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/RADIOAGENCIA/480847-DEPUTADOS-DEFENDEM-POLITICA-NACIONAL-DE-ATENCAO-AS-PESSOAS-COM-REUMATISMO.html?utm_campaign=boletim&utm_source=radio&utm_medium=email

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vacina contra a Herpes Zoster ( Zostavax )

(imagens Net)
Mônica Tarantino
Repórter de saúde de ISTOÉ.

Chega em abril a vacina contra herpes zoster ou cobreiro. 
Ela existe desde 2006 e reduz pela metade o risco de ter a doença

O lançamento de vacinas para adultos ou a sua introdução em países onde não estava disponível é uma tendência da indústria farmacêutica. Em abril, chegará ao Brasil a única vacina disponível contra a herpes zoster, a Zostavax, licenciada pela Merck nos Estados Unidos em 2006 (há outra da indústria GSK em fase adiantada de pesquisa). Até agora, quem quisesse tomar a tal vacina precisava recorrer a um importador – e pagar os olhos da cara – ou obter uma receita e se vacinar em alguma clínica americana.

A herpes zoster é uma infecção causada pelo mesmo vírus da catapora. No Brasil, essa infecção de pele é conhecida popularmente como cobreiro. Dito assim, já ouviu falar? Na falta de dados nacionais, e tomando emprestadas as estimativas do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), dá para ver que é um problema dos grandes. A instituição americana calcula que um a cada três americanos acima de 60 anos terá ao menos um episódio da doença. É o equivalente a um milhão de pessoas por ano.

Qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zoster, pode um dia ter herpes zoster. Ela é conseqüência do ressurgimento desse microorganismo. O danado fica de tocaia no corpo em estado latente por anos, esperando apenas um vacilo, um momento de enfraquecimento do sistema imunológico para se manifestar. É por isso acomete com mais freqüência pessoas acima dos 60 anos, quando há um enfraquecimento esperado do sistema imune associado ao envelhecimento.

“Diferentemente da catapora, que produz uma erupção generalizada no corpo, a herpes-zoster causa o surgimento de vesículas na pele de um único lado do corpo ou rosto”, explica o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, em São Paulo. Em geral, a duração desses episódios varia entre duas e quatro semanas.

O principal sintoma é a dor, que chega a ser intensa. E o que é pior – o CDC calcula que uma a cada cinco pessoas com herpes zoster continue sentindo essas dores fortes (que seguem o trajeto do nervo) por um longo período depois que a erupção foi embora. É o que se chama de neuralgia pós-herpética.

A zoster, mais um nome da doença, também pode provocar febre, coceira, formigamento, dor de cabeça, calafrios e dor de estômago. Muitos deles também só aparecem de um lado do corpo.

Essa característica da doença – atacar um lado só do corpo -- é valorizada quando os pacientes com cobreiro procuram curandeiros e benzedeiras, algo pra lá de comum em qualquer canto do País. O costume é rezar e traçar uma linha imaginária com a mão para dividir o corpo do indigitado, vaticinando que a doença não passará para o outro lado.

A Zostavax, que desembarca no País no começo do mês que vem, é feita com amostras do vírus atenuado. Dada em uma única dose, ela pode reduzir a ocorrência da herpes zoster em 50%. Também baixa as chances de sofrer a neuralgia pós-herpética em 67%, conforme o CDC.

A vacinação contra a herpes zoster é opcional e não fará parte do calendário público. Os especialistas acreditam que o preço do imunizante seguirá o padrão americano. “Nos Estados Unidos, essa vacina custa ao redor U$ 200 dólares. Portanto, é acessível apenas a quem tem poder aquisitivo”, diz Ciro de Quadros, vice-presidente do Albert B. Sabin Vaccine Institute, em Washington. Aos 74 anos, o especialista não tem planos de se vacinar. Já o virologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo, afirma que irá tomar o imunizante assim que completar 60 anos. “Ela protege”, diz.

Quem deve receber a vacina

- Não existe uma idade máxima para tomar a vacina contra a herpes zoster. Porém os estudos apontam que ela é mais eficaz em pessoas na faixa dos 60-69 anos, embora tenha oferecido alguma proteção para pessoas com idade mais avançada.

- Quem tem ou teve herpes zoster pode se beneficiar da vacinação para prevenir futuras ocorrências da doença, conforme o CDC. Porém é necessário ter certeza de que as erupções desapareceram antes de se vacinar.

- Segundo o infectologista e imunologista Esper Kallás, há estudos em andamento para avaliar se o uso da vacina pode beneficiar pessoas com HIV, doença que fundamentalmente ataca as células do sistema imune. “É necessário esperar as conclusões desses trabalhos para indicar a vacina”, diz Kallás. Ele acredita que muito provavelmente essa vacina passará a ser recomendada às pessoas com HIV que tenham uma boa contagem de CD4, um tipo especial de glóbulos brancos do sangue que desempenham um papel importante e central no sistema imunitário do corpo humano.

A vacina é também uma boa indicação para pessoas que passarão por tratamentos que reduzem a imunidade. “É recomendada para quem fará quimio ou radioterapia ou irá tomar remédios à base de corticosteróides por longo prazo”, diz o infectologista Timerman.

Quem não deve receber a vacina

- De acordo com o CDC, devem evitar essa vacina pessoas que já tiveram reação grave ou com risco de vida provocada por gelatina, ao antibiótico neomicina ou qualquer outro componente do imunizante contra herpes zoster. Os estudos sugerem que o efeito dessa vacina persiste, em média, por seis anos. tempo. Há pesquisas em andamento para determinar sua duração.

- Também não devem tomá-la pessoas em tratamento com medicamentos que afetem o sistema imunitário, como os esteróides, ou que estejam em terapia contra o câncer submetendo-se a sessões de radio ou quimioterapia.

- Deve ser evitada por mulheres grávidas ou que pretendem engravidar. A recomendação é não engravidar até pelo menos quatro semanas após ter recebido a vacina da herpes zoster.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus em Petrolina, PE


 G1  PETROLINA E REGIÃO
I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus é promovido em Petrolina, PE
Encontro será no dia 15 de janeiro no Centro de Convenções de Petrolina. Evento é gratuito, um espaço de acolhimento para pessoas com lúpus.
13/01/2015 21h02 - Atualizado em 13/01/2015 21h02
Do G1 Petrolina

Através de atividades lúdicas, pessoas com lúpus
descobrem como conviver com a doença.
(Foto: Fabiana Bezerra/ Arquivo pessoal)
A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, vai sediar no dia 15 de janeiro, o I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus. O evento será realizado no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. A atividade objetiva tirar dúvidas e esclarecer o que é o lúpus, além de ofertar um espaço de acolhimento para familiares e pessoas com a doença autoimune. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição prévia.
De acordo com a idealizadora do projeto, a psicóloga Fabiana Bezerra, a realização do encontro em Petrolina representa a maturidade do projeto que começou em 2012 em Juazeiro, na Bahia. “Tendo em vista que pessoas com lúpus de Petrolina precisavam cruzar a ponte para participar dos encontros em Juazeiro, na Bahia, resolvemos promover esse encontro e ofertar para pessoas e familiares da cidade. A ideia é que as mesmas ações feitas em Juazeiro sejam aplicadas também em Petrolina”, destaca.
O encontro vai iniciar às 18h30 e está prevista palestras com a psicóloga Fabiana Bezerra e com o médico Reumatologista Luis Eugênio Pinto que é formado pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Haverá ainda rodas de conversa com membros do projeto e profissionais de saúde do Vale do São Francisco. Além disso, serão distribuídos panfletos educativos sobre lúpus.
O Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus conta com cerca de 15 membros e que já são multiplicadores de informação.“O projeto iniciou através de um estágio que fiz durante a graduação e psicologia. As pessoas que começaram já estão emancipadas e gerindo o projeto”, explica Fabiana Bezerra.

Sobre lúpus
O lúpus é uma doença autoimune crônica que atinge em sua maioria mulheres. Conhecida como uma doença de mil faces, o lúpus se manifesta de várias maneiras, queda de cabelo, peso, dores articulares, manchas pelo corpo, uma mancha no rosto em formato de borboleta, entre outros sintomas.
Serviço
I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus
Data: 15 de janeiro
Horário: 18h30
Local: Centro de Convenções de Petrolina
Telefone de contato: (74) 9139 6041/ (74) 8815 0730

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lúpus tem que ter Atenção redobrada no Verão - Médicos alertam !!!

Médicos alertam lúpicos para os cuidados durante o verão

Durante o verão os balneários são os locais mais procurados para o lazer e refrescar a calorenta estação. 
Mas atividades que levem a exposição solar contínua e prolongada como o bronzeamento são vedadas para pessoas com lúpus. 
Esta doença inflamatória crônica possui sintomas que podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas), e variam com fases de atividade e de remissão. Mais frequente em mulheres do que em homens, o lúpus é uma doença de origem autoimune rara, e pode ocorrer em pessoas de qualquer raça, sexo e idade, e principalmente entre os 20 e 45 anos. Pode manifestar-se também em crianças recém-nascidas e até mesmo em pessoas da terceira idade, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraense de Reumatologia (SBR), Otávio Paz, estima-se que no Pará existam cerca de 800 pacientes com esse diagnóstico e, por ser um estado onde a incidência de raios solares é alta especialmente no período do verão, os médicos recomendam cuidado redobrado nesta época do ano. 
Ele destaca que a luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele, como se imagina. “A frequencia do lúpus eritematoso sistêmico (LES) varia entre as populações, dadas diferenças genéticas e ambientais. A luz do sol em países tropicais pode causar uma piora ou ressurgimento de sintomas anteriormente presentes. Um estudo finlandês realizado em 2004, acompanhando 33 pacientes com lúpus ao longo de 12 meses, foi categórico em comprovar a influência da sazonalidade na piora do lúpus”.

Dentre as diversas formas de envolvimento da pele causadas pela doença, destaca-se a sensibilidade excessiva a luz, ocasionando uma inflamação da pele, chamada de fotossensibilidade. Um paciente que se expuser indevidamente a luz solar pode apresentar piora do seu quadro clínico, ressurgimento de sintomas anteriormente controlados, e aparecimento de lesões de pele bastante diversas, algumas agressivas do ponto de vista estético. Os cuidados com a pele devem ser contínuos e mais intensificados no verão.
Atenção
Os pacientes devem evitar a exposição solar direta, a solaridade das 09h às 16h, fazer uso diário e sistemático (reforço a cada duas horas) de protetor solar UVA e UVB, com fator de proteção solar mínimo de 30 (FPS30). 
Estes cuidados ajudam os pacientes a aproveitar a estação sem comprometer a qualidade de vida. 
“A exposição solar desencadeia uma reação inflamatória que pode afetar estruturas como articulações, cérebro, rins, vasos sanguíneos, e ainda causar anemias, queda de cabelo, redução nas células responsáveis pela coagulação do sangue, dentre outros. 
Ou seja, a exposição à luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele”, esclarece Otávio Paz.

O lúpus causa sérias alterações imunológicas no organismo da pessoa acometida, demanda consultas e internações frequentes. A reumatologista do Centro Hospitalar Jean Bitar – que oferta assistência aos casos mais graves encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, Thayana Kajitani explica que a principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causa inflamação em diversos órgãos como a pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc. “Entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que o indivíduo tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada um. Cada paciente com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais”.

Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. “Pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas”, elucida Kajitani.

O diagnóstico- É feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas da doença. Algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, e também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. E são muito importantes para definir se há atividade do LES. “Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza”, destaca Kajitani.

O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve, portanto, ser individualizado. A pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, pouco ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). O tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular as alterações que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.

“Há dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas ou eritematosas, daí o nome lúpus eritematoso, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo, “V” do decote e nos braços). E o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Os sintomas mais comuns são gerais e extremamente freqüentes, embora inespecíficos, os mais comuns são a anorexia (falta de apetite), perda de peso e febre. Sintomas esses que podem ser identificados no início e até preceder em meses o aparecimento das manifestações orgânicas”, destaca Kajitani.

A doença também pode trazer danos para a estética já que as manifestações cutâneas são características marcantes. Podem estar presentes no início da doença em até 70% dos casos. A mais conhecida é o rash malar ou eritema em “asa de borboleta”, que é uma mancha vermelha no rosto caracteristicamente acometendo a região malar (maçã do rosto). Outros sintomas comuns em 80% dos casos são manifestações articulares como artralgias (dor nas articulações) ou artrite (inflamação das articulações). Falta de ar e dor no peito podem aparecer como conseqüência da inflamação das membranas que revestem o pulmão (pleurite) e do coração (pericardite). Também podem causar alterações nas células do sangue devido aos anticorpos contra estas células, causando a destruição destas, podendo causar anemias e outras doenças linfáticas.

Kajitani chama a atenção para inflamação nos rins denominada de nefrite, uma das manifestações que mais preocupam e ocorre em cerca de 50% das pessoas com LES. “No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa ou diminuição da quantidade de urina. Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal”, alerta.

Foi o que aconteceu com Cássia Brito, atualmente com 22 anos. Ela descobriu a doença com apenas sete anos de idade. devido às sérias complicações renais impostas pelo lúpus, iniciou à época um tratamento emergencial com a hemodiálise e em 2008 passou por transplante renal no Hospital Ophir Loyola. “Procuro levar uma vida normal. Vou à praia e busco os lugares com sombra. Hoje a doença está controlada, a mancha no rosto sumiu, no entanto ainda sinto dores nas articulações, por isso não descuido do bloqueador solar e dos meus remédios”.

Leila Cruz- Ascom Ophir Loyola
http://www.ophirloyola.pa.gov.br/medicos-alertam-portadores-de-lupus-para-os-cuidados-durante-o-verao/

#BoraUsarBurcaLes😆😉
#LúpusTemQueTerAtenção
#VivaBemComLúpus
#Lúpusleslesblogspot♡

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pulsoterapia

O que é pulsoterapia?
Consiste na administração de doses elevadas de corticosteróide por via endovenosa, durante curto período de tempo, em sessões, podendo haver associação com imunossupressor antineoplásico. Sua finalidade é controlar rapidamente o processo inflamatório das doenças difusas do tecido conjuntivo.

Indicação
Esta terapia está indicada no tratamento de uma ampla variedade de doenças crônicas, auto - imune em crianças e adultos.
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Esclerose Múltipla e Doença de Devic.

Qual a duração de cada sessão?
Cada sessão de pulsoterapia em adulto consiste na infusão de duas a três horas, de uma solução endovenosa prescrita pelo médico, por 3 ou 5 dias, encurta a duração dos surtos, pois age diminuindo a inflamação e apresenta início de ação rápido.
Geralmente, após a administração venosa, segue-se com corticóide via oral (prednisona) por 5 dias ou mais, reduzindo-se a dose gradualmente até a suspensão.

Quais são as soluções utilizadas?
Corticosteroide- Metilprednisolona (Solu-Medrol), em soro fisiológico ou soro glicosado.
Frequentemente associa-se Ciclofosfamida (imunossupressor), Metoclopramida ou Ondasentrona (antieméticos).

É necessário internação para administração de corticoide endovenosoA administração de corticoide endovenoso deve ser realizada em regime hospitalar ou ambulatorial, mas nem sempre é necessária internação, que é um critério médico baseado no histórico e avaliação da gravidade do paciente.
Em regime de internação ou não, o paciente deve receber supervisão médica, orientação e assistência de enfermagem durante e após a pulsoterapia com corticóides – isto é fundamental, pois efeitos colaterais podem ocorrer.

Fonte:
Consenso Expandido do BCTRIMS para Tratamento da Esclerose Múltipla. Arq Neuropsiquiatr 2002; 60(3-B):881-886

Polman CH, Thompson AJ, Murray TJ, Bowling AC, Noseworthy JH. MS: the Guide Sixth Edition

Braunwald E, Fauci AS, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL. Harrison Medicina Interna. 15ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan S.A 2001:171: 2612
Postado por Su Estevam

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