terça-feira, 30 de abril de 2013

Atenção para o Lúpus !!!


Notícias / Ciência & Saúde

27/04/2013 - 15:08

Jornada Centro-Oeste de Reumatologia: Lúpus não é doença rara e atinge em grande parte mulheres em idade fértil

Da Assessoria
Novas diretrizes de tratamento do Lúpus foi um dos destaques da 19ª edição da Jornada Centro-Oeste de Reumatologia, que acontece entre os dias 25 e 27 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e chefe do Serviço de Reumatologia da Faculdade de Medicina/Hospital das Clínicas da UFG, Nilzio Antônio da Silva chama atenção para o lúpus, que apesar de desconhecido por boa parte da sociedade brasileira, não é uma doença rara, e precisa ser mais divulgada para que indivíduos com manifestações da doença possam procurar ajuda precocemente. “A cada mil pessoas uma tem a doença, e as mulheres são mais atingidas, em torno de 90%, em geral em fase fértil, pois há uma relação do estrogênio com o desenvolvimento da doença”, completou o médico.

Segundo o reumatologista atualmente os médicos tem mais flexibilidade para o diagnóstico e novos recursos de tratamento para esse mal que afeta tantos brasileiros. “O tratamento clássico do lúpus envolve doses variáveis de cortisona e de ciclofosfamida [uma medicação imunossupressora]. E em 2014 uma nova droga deve chegar ao país e se juntar ao tratamento tradicional, o agente biológico adalimumab. Novidades como essa é o que faz encontros como esse tão importante, é uma oportunidade de médicos se atualizarem e se organizar para valorizar os recursos e melhor atender o paciente”, afirmou.

O que é a doença

Conforme explica o reumatologista Nilzio da Silva, o lúpus é uma doença autoimune crônica que pode danificar qualquer parte do corpo (pele, articulações e/ou órgãos). No lúpus algo vai errado com o sistema imunológico, o qual luta contra vírus, bactérias e outros germes. "O lúpus por ser uma doença crônica, não tem cura, e o tratamento visa o controle de sintomas. O tratamento é feito com antimaláricos, corticóide. Autoimune significa que o sistema imunológico não consegue diferenciar os organismos invasores e os tecidos saudáveis do corpo. No lúpus o sistema imunológico cria autoanticorpos que atacam e destroem tecidos saudáveis”, explicou. Normalmente o sistema imunológico produz proteínas chamadas anticorpos que protegem o corpo desses invasores. Esses autoanticorpos causam inflamação, dor e danos a várias partes do corpo. Quando as pessoas falam de lúpus, geralmente, se referem a lúpus eritematoso. Esse é o tipo de lúpus mais comum.

Sintomas

Segundo o médico os primeiros sintomas podem ser: cansaço, mal estar, falta de disposição, dor articular, alguns pacientes tem lesões de pele. "Cada caso é diferente, existem pacientes que são atendidos pelo grupo, que são portadores do lúpus comum”, disse.

Como se adquire a doença


O lúpus não é uma doença contagiosa, por isso não se deve ter a preocupação em evitar qualquer tipo de contato íntimo com a pessoa doente. "No entanto, essa doença possui um leve componente de hereditariedade, ou seja, parentes de primeiro grau de pacientes com lúpus têm chances um pouco maior de desenvolvê-la", comentou Nilzio.

Lúpus em Cuiabá

Segundo o reumatologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Sergio Guedes Barbosa, o lúpus é uma doença ainda cheia de mitos e estigmas assim como a hanseníase era há 20 anos. “As pessoas ainda conhecem muito pouco sobre a doença e sentem vergonha, ela é vista como misteriosa. Temos um desafio de ajudar a divulgar e desmistificar o lúpus e mostrar que é uma doença que tem tratamento e o paciente tem a perspectiva de uma vida longa e de qualidade”, pontuou.

Guedes conta que há 8 anos existe a Associação dos Portadores de Doenças Reumáticas Autoimune (APDRA) que dá suporte aos pacientes e familiares. “Estimamos que em torno de 600 pessoas sejam portadores do lúpus em Cuiabá, dessas 450 estão em tratamento no ambulatório de reumatologia do Hospital Julio Muller. Utilizamos uma equipe multiprofissional que foca não só na doença, mas também na saúde do paciente, para que ele tenha uma vida normal”.

Jornada

A Jornada Centro-Oeste de Reumatologia reuniu na capital mato-grossense os principais nomes da reumatologia brasileira, que discutiram nos três dias temas como artrite reumatoide, osteoporose, osteoartrose e diagnóstico por imagem em reumatologia.

Para o presidente da XIX Jornada Centro-Oeste de Reumatologia (JCO2013), Vander Fernandes, a Jornada teve um papel importante de trazer novidades de tratamento, discussões sobre as doenças reumáticas. “Mais do que trazer novidades de tratamento foi uma oportunidade para todos trocarem experiências com reumatologistas de todos os pontos do Brasil, visando melhorar o atendimento dos pacientes com artrite reumatoide”, disse.

Os alunos de medicina do 7ª semestre da UFMT, Jõao Lucas Carneiro, Bruno Freitas, Julio César e a aluna do 5ª semestre Letícia Clemente participaram da jornada a convite do professor e acharam os temas interessantes e atuais. “Eu gostei bastante dessa área, não conhecia muito e essa foi uma oportunidade para ter contato com a reumatologia, depois de hoje penso até em fazer residência em reumatologia”, afirmou Bruno.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bahia 9º Caminhada da LOBA . Dia11 de Maio Em comemoração ao Dia 10 de Maio Dia Internacional do Lúpus em (2013)

Jacira Conceição

LOBA Lúpicos Organizados da Bahia
Caminhada do
Dia Internacional do Lúpus (10 de Maio)
9º Caminhada da LOBA
Sábado DIA 11 DE Maio (2013)
horario de saida as 8:00 hs
Saida do Campo Grande, até a Praça da Piedade.  
 
Estaremos realizando a divulgação do Lúpus, reivindicando melhorias e atenção no tratamento, políticas públicas e capacitação de médicos especializados na doença em todos os municípios Baianos.

PARTICIPEM!

sábado, 27 de abril de 2013

DROGAS P/ LÚPUS NA GRAVIDEZ NÃO IRA PREJUDICAR A CRIANÇA


















DROGAS P/ LÚPUS NA GRAVIDEZ NÃO IRA PREJUDICAR A CRIANÇA
Por Nancy Walsh, Staff Writer, MedPage Today
 
Publicado em: 24 de abril de 2013
 
Avaliado por  Zalman S. Agus, MD , Professor Emérito, Perelman School of Medicine, da Universidade da Pensilvânia e Dorothy Caputo, MA, BSN, RN, enfermeira Planner
 

Pontos de Ação

  • Note-se que este estudo foi publicado como um resumo e apresentado em uma conferência.Estes dados e conclusões devem ser considerados preliminares até publicado em um jornal peer-reviewed.
 
Crianças nascidas de mães com lúpus eritematoso sistêmico não parecem ser afetados pelo tratamento da mãe com azatioprina e / ou hidroxicloroquina, este estudo encontrou.

BIRMINGHAM, Inglaterra – O tratamento de mulheres grávidas com lúpus eritematoso sistêmico com agentes convencionais não pareceu influenciar a saúde ou comportamento de seus filhos, disse um pesquisador aqui.
Entre as cerca de 300 crianças cujas mães tinham lúpus, um total de 14% havia sido hospitalizado para infecções graves, e dos hospitalizados, 38% tinham sido expostas in utero a azatioprina em comparação com 62% que não tinham sido expostas, de acordo com Maria Magda, MBChB, da Universidade de Birmingham.
De crianças que haviam sido expostas a azatioprina durante o desenvolvimento fetal, 9,1% tiveram problemas de comportamento / desenvolvimento como o transtorno de déficit de atenção ou atraso em atingir metas, em comparação com 5,3% das crianças não expostas, Magda informou no encontro anual da Sociedade Britânica de Reumatologia.
Das crianças que tiveram dificuldades comportamentais, 44% tinham sido expostas a azatioprina em comparação com 56% daqueles não expostos, disse ela.
Estes resultados sugeriram que a azatioprina não foi associado com riscos de infecções graves ou problemas de desenvolvimento, que foram perguntas que tinham surgido depois pequenos estudos anteriores sugeriram uma ligação.
“Muitas vezes usamos drogas imunossupressoras para as mulheres com lúpus durante a gravidez para evitar a descida, mas pouco tem sido publicado sobre os efeitos a longo prazo sobre seus filhos”, disse Magda.
Então, ela e seus colegas conduziram um estudo transversal de 200 mulheres atendidas em oito centros Unido lúpus, avaliando os resultados para 287 crianças menores de 17 anos.
Todas as mulheres participantes tinham pelo menos quatro critérios para lúpus acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, e todas as crianças incluídas nasceram após o diagnóstico materno de lúpus.
A idade média das mulheres no momento de seu primeiro nascimento foi de 32, e duração média da doença foi de 7 anos. Um total de 65% eram brancos.
Das 200 mulheres, 11 eram fumantes, 48 ​​bebia álcool, e 65 tiveram envolvimento renal.
Auto-anticorpos como anti-Ro/La estavam presentes em 43% das mulheres, o lúpus anticoagulante foi detectado em 33%, e 23% tinham anticardiolipina IgG ou IgM.
Em 152 das gestações, as mulheres foram tomando hidroxicloroquina, e em 88, eles estavam recebendo azatioprina.
“Reassuringly, em 84% dos casos de pré-eclâmpsia não se desenvolver, e em 83% sem restrição de crescimento intrauterino ocorreu”, disse ela.
A idade gestacional média foi de 36,3 semanas e peso médio ao nascer era de 2,7 kg.
Pouco mais da metade dos nascimentos foi vaginal, 40% foram cesarianas, e os restantes foram assistidos com uma pinça.
A média de idade das crianças no momento da coleta de dados foi de 4,6 anos.
Entre as crianças que tinham sido hospitalizados com infecções graves, pouco mais de 40% foram para as condições pulmonares como pneumonia ou bronquiolite.
Outras infecções incluiu a infecção do trato urinário e meningite, visto em pequenos números de pacientes.
Na análise univariada, nenhuma das associações entre a exposição e infecção foram estatisticamente significativas.
Para o endpoint de dificuldades comportamentais ou de desenvolvimento, o único fator importante identificado na análise univariada foi maior idade (OR 1,15, IC 1,05-1,26, 95% P = 0,03). ”Isso era de se esperar, porque a mais velha a criança, mais provável é que não conseguiram um marco de desenvolvimento”, disse Magda.
Outra questão era se hydroxychloroquine protege contra bloqueio cardíaco congênito ou lúpus neonatal, o que tinha sido visto em um estudo recente dos EUA. No estudo atual, bloqueio cardíaco ocorreu em 2,8% das crianças, sendo que metade das mães dessas crianças terem tomado a droga.
Lupus neonatal foi relatada por 1,4% das crianças, os quais haviam sido expostos a hydroxychloroquine no útero.
No entanto, a análise determinou que hydroxychloroquine não teve efeito protetor contra esses resultados, observou ela.
O único fator que foi associada com bloqueio cardíaco congênito na análise univariada foi a presença de anticorpos anti-Ro/La, que elevou significativamente o risco (OR 15,1, IC 1,90-119, 95% P = 0,01).
No entanto, estes são apenas dados iniciais, o investigador alertou, e são limitados por maternal auto-relato.
“Será necessária mais análise multivariada para enfrentar potenciais fatores de confusão, como o uso de outras drogas, complicações maternas, bem como a presença de anticorpos antifosfolípides, a fim de melhor aconselhar as mulheres com lúpus, sobre os riscos para seus filhos”, concluiu.
Magda não relataram conflitos de interesse. Um co-autor recebeu fundos da Genentech, a Roche, e Aspreva / Vifor.

Fonte primária: Sociedade Britânica de Reumatologia
de referência Fonte:
Magda M, et al “Os resultados a longo prazo de crianças nascidas de mães com LES” BSR 2013; Resumo 01.

http://jmarcosrs.wordpress.com/2013/04/25/drogas-p-lupus-na-gravidez-nao-ira-prejudicar-a-crianca/
 
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CAMPANHA do dia 10 de Maio ( VITÓRIA CONTRA O LÚPUS )

VITÓRIA CONTRA O LÚPUS

Clube participa de campanha para divulgar o 
Dia Internacional da doença ( Lúpus )
 A Associação Bahiana de Lúpus pretende mobilizar uma grande concentração de portadores da doença, familiares e amigos, para comemorar em 10 de maio o “Dia Internacional do Lúpus”. Diversas ações estão previstas para divulgar a concentração e o Vitória deu o pontapé inicial neste domingo, por ocasião do jogo contra o Juazeiro, com os jogadores entrando em campo com uma faixa de apoio à campanha.
“O slogan ‘Vitória contra o Lúpus’ resume o nosso objetivo geral e se encaixa perfeitamente com o papel social do Vitória. Não conheço nenhum clube de futebol que divulgue a doença. Assim, depois do sucesso que vocês tiveram com a campanha de doação de sangue em 2012, eu fiquei pensando que o Vitória poderia nos ajudar”,  agradece o médico Mittermayer Santiago, coordenador do Ambulatório de Lúpus e professor adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
A concentração no dia 10 de maio está programada às 9 horas em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde, no Centro Administrativo da Bahia.
 
O que é
O lúpus é uma doença que acomete principalmente mulheres jovens no período mais produtivo da vida. Tem como base a produção de anticorpos contra várias partes do organismo e dessa forma as manifestações clínicas são muito variadas, o que às vezes dificulta o seu diagnóstico.

Pesquisas realizadas em outros países têm demonstrado que a freqüência da doença é de cerca de 50 casos por 100 mil habitantes. Cerca de 5 milhões de pessoas sofrem de lúpus no mundo. Tais pesquisas têm também revelado que a doença é mais comum e mais grave em pessoas da raça negra e que piora com a exposição ao sol.
“Curiosamente, até o momento, não se sabe o número de casos dessa enfermidade na Bahia, Estado com o maior número de indivíduos da raça negra do país e onde o sol brilha durante todo o ano.  O ambulatório de Lúpus da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) que é o centro de referência para o tratamento da doença no nosso Estado para pacientes do SUS, tem cerca de 500 pacientes em acompanhamento, mas esse número corresponde apenas a uma parcela do total de casos da Bahia. Tomando-se como base as estatísticas de outros países, pode-se calcular que só em Salvador deve existir mais de 1.200 casos da doença”, revela  Mittermayer Santiago.
 

. Sintomas
Os sintomas do lúpus são muito variados e os pacientes referem freqüentemente dor e inchação em articulações, manchas no rosto que são sensíveis à exposição solar conhecidas como “asa de borboleta”, queda intensa de cabelos, febre e perda de peso, inflamação de pleura (membrana que recobre o pulmão), queda de glóbulos brancos no sangue (leucopenia) e inchação em todo o corpo devido a alterações renais. É importante salientar que o lúpus pode ser uma doença limitada à pele, sem envolver órgãos internos, mas recomenda-se que mesmo nesses casos o paciente deva fazer uma avaliação com um reumatologista, médico que trata desse problema, pois muitas características da doença podem ser detectadas apenas com exames laboratoriais.

É também muito importante lembrar que a despeito de envolver a pele, o lúpus não “pega” ou “passa” para pessoas próximas. Do mesmo modo, a doença não é hereditária, ou seja, não passa de pai para filho, embora seja possível encontrar mais de uma pessoa com o problema na mesma família.
Muitos artistas têm ajudado a divulgar a doença, como é o caso de Julian Lennon (filho de John Lennon) - 
veja esse site: http://www.worldlupusday.org/. A história dele e a sua relação de amizade com Lucy que foi a fonte de inspiração para a famosa música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1187120-7085,00-FILHO+DE+LENNON+CONTATA+MULHER+QUE+INSPIROU+LUCY+IN+THE+SKY+WITH+DIAMONDS.htm


http://www.ecvitoria.com.br/noticias/2441-vitoria-contra-o-lupus 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Solidariedade !!!! LOBA


 SOLIDARIEDADE

 A entidade LOBA, que congrega os portadores de Lúpus da Bahia, solicita o apoio dos Amigos.
Quem puder ajudar assinando a rifa ou de outra forma entre em contato com ( Jacira Conceição ) .
 
Avante , Nação!

QUEM TIVER INTERESSE EM COLABORAR, ENTRE EM CONTATO POR MENSAGEM PARA TRATAR DOS DETALHES.

 ABRAÇOS! 
( Jacira Conceição )

A Associação LOBA – Lúpicos Organizados da Bahia foi constituída em 19 de Julho de 2004.
É uma entidade sem fins lucrativos que congrega pessoas com Lúpus em suas diferentes formas, seus familiares e a comunidade médica. Possui número ilimitado de sócios, sem distinção de cor, sexo, nacionalidade, profissão, idade, credo religioso ou político, não distribui resultado, dividendos, bonificações, participações ou parcelas de seu patrimônio sob forma alguma.Nosso trabalho é prestar apoio psico-social, desenvolver açoes em arte-terapia e dança-terapia sendo este, grupo de jovens.

Informações de contato

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Diagnóstico precoce é o caminho para a cura do câncer de estômago (Os sintomas são confundidos com sintomas gástricos comuns.)

Câncer de estômago tem novo tratamento

Adoção de manobras específicas com o aparelho usado para exame de endoscopia permite retirada do tumor pela boca
Os sintomas são os mais variados
. Vão desde dores abdominais, queimação no estômago, enjôos e vômitos até a presença de um tumor palpável. O câncer de estômago está em quinto lugar no ranking de incidência de câncer nos brasileiros e é o segundo em mortalidade. Isso é resultado do diagnóstico tardio em grande parte dos pacientes, que subestima o aparecimento dos sinais e não procura um médico. A novidade em relação a essa doença está no tratamento. Antes, no País, a retirada do tumor era feita apenas por meio de cirurgia com corte abdominal. Agora, é possível retirá-lo pela boca, com a utilização de um aparelho de endoscopia.

Esse novo tipo de tratamento teve início no Japão, há quatro anos. Já no Brasil, a adoção da técnica é recente: foi usada de forma experimental nos últimos 12 meses e agora passou a ser utilizada definitivamente no tratamento da doença. “A cirurgia endoscópica, no Brasil, saiu da experiência em pesquisa e passou para a área de aplicação clínica”, destaca Eduardo Linhares, médico da Seção de Cirurgia Abdômino-Pélvica do Instituto Nacional de Câncer (Inca). "De 10% a 20% dos tumores no estômago podem ser retirados por esse método", acrescenta.

A cirurgia endoscópica utiliza manobras e técnicas específicas no uso do aparelho de endoscopia. Com a retirada do tumor pela boca, eliminam-se os riscos e complicações inerentes a qualquer cirurgia de grande porte e o paciente também tem uma melhor recuperação. “Nos casos em que o paciente é submetido a uma cirurgia comum, a recuperação é tardia, demora de sete a dez dias”, observa Eduardo Linhares.

Após a cirurgia, o percentual de cura depende do estágio de desenvolvimento da doença. Quando se tem um diagnóstico precoce, as chances chegam a 100% dos casos. Já quando o câncer de estômago é descoberto em um estágio avançado, o percentual de cura é em torno de 30%. “O diagnóstico tardio é muito letal em se tratando de câncer gástrico”, ressalta o cirurgião do Inca.

A doença - O câncer gástrico atinge, sobretudo, pessoas na faixa etária de 50 a 60 anos. Sua incidência se dá praticamente igual em homens e mulheres. As causas mais prováveis para o aparecimento desse tipo de câncer são a infecção por uma bactéria chamada Helicobacter-dylory (encontrada em água de consumo de má qualidade), a ingestão de produtos muito ricos em sal, o hábito de fumar e o consumo de carne branca ou vermelha conservada no sal. A prevenção está associada, principalmente, à melhoria da qualidade da água para consumo e à ingestão de uma dieta rica em fibras naturais e pobre em sal.

O diagnóstico é muito rápido. É feito por meio de uma endoscopia digestiva. O exame é oferecido amplamente em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O problema é que mesmo a doença sendo de fácil diagnóstico, os pacientes muitas vezes percebem os sintomas, mas não procuram tratamento. Muitos deles associam os sintomas desse tipo de câncer aos causados por má alimentação ou por outro problema gástrico.

Congresso discute tratamento de tumor no estômago

No primeiro Congresso de Câncer Gastro-intestinal do Brasil (Gastrinca), realizado de 2 a 4 de dezembro no Rio de Janeiro, foram apresentados resultados inéditos de pesquisa internacional sobre o Gist, tumor responsável por 5% dos casos de neoplasia no estômago. O estudo mostrou que a introdução de um novo medicamento via oral em seu tratamento, exclusivamente ou combinado com a cirurgia, tem trazido resultados excelentes. O remédio age controlando a passagem do tumor de um órgão para outro (metástase), com resposta superior a 60%.

"Esse novo procedimento vai mudar drasticamente o tratamento do Gist. Há uma sensível melhora na sobrevida do paciente", explica Eduardo Linhares de Mello, médico da Seção de Cirurgia Abdômino-Pélvica do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O medicamento, conhecido como Imatinibe, foi testado há cerca de um ano pelo Inca, em protocolo de pesquisa, e já é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os resultados do Gastrinca, idealizado pelo diretor geral do Inca, José Gomes Temporão, serão divulgados aos médicos por meio de campanhas e cursos.



Ouvidoria 
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=21082
Ministério da Saúde
Esplanada dos Ministérios Bloco G
Brasilia-DF / CEP: 70058-900
Telefone: 3315-2425
Acesse o serviço CartaSUS e avalie seu atendimento.



Bom Dia Brasil 

17-04-2013

Diagnóstico precoce é o caminho para a cura do câncer de estômago

 Estudo mostra que o câncer de estômago tem quase 100% de chance de cura, quando descoberto na fase inicial. Os sintomas são confundidos com sintomas gástricos comuns.

Aqui mostra o Video Ok  http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/diagnostico-precoce-e-o-caminho-para-a-cura-do-cancer-de-estomago/2521343/ 

 


 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vacinação contra a gripe tem início na segunda-feira, dia 15

Data de Cadastro: 12/04/2013 as 12:32:46 alterado em 12/04/2013 as 17:46:54

PROTEÇÃO

Vacinação contra a gripe tem início na segunda-feira, dia 15

Meta do Ministério da Saúde é vacinar 32 milhões de pessoas, o equivalente a 80% do público-alvo. Mulheres em puerpério (no período de até 45 dias após o parto) e doentes crônicos fazem parte do público-alvo.
Começa nesta segunda-feira, dia 15, em todo o Brasil a campanha nacional de vacinação contra a gripe.  Neste ano, o período de vacinação ocorre entre 15 a 26 de abril. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 32 milhões de pessoas, o equivalente a 80% do grupo prioritário: idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, pessoas privadas de liberdade e profissionais de saúde. Também receberão a vacina mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério) e os doentes crônicos, que terão o acesso ampliado a todos os postos de saúde e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs).
Na campanha do ano passado, 26 milhões de pessoas foram vacinadas, o que representa 86,3% da população-alvo. O índice superou a meta de 80% prevista. Na etapa atual, o público-alvo representa aproximadamente 39,2 milhões de pessoas. “A novidade da campanha é que, este ano, fazem parte do público prioritário mulheres no período de até 45 dias após o parto e os doentes crônicos. A vacinação é segura e feita com o objetivo de diminuir o risco de ter doença grave e evitar o óbito. Ao mesmo tempo, as pessoas que apresentarem os sintomas da gripe devem procurar o posto de saúde porque tem tratamento”, alerta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

SEGURANÇA - O objetivo da vacinação é contribuir para a redução das complicações, internações e óbitos provocados por infecções da gripe. Para tanto, serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).

 “A vacina da influenza tem a imunidade curta, de nove a doze meses. Depois de vacinadas, as pessoas estarão protegidas a partir de 15 dias. Quem foi vacinado no ano passado, precisa tomar a dose novamente”, orienta o ministro da Saúde. Feita com o vírus inativado, a vacina é segura e a única contra indicação é para as pessoas que têm alergia severa a ovo.

A ação do Ministério da Saúde irá contar com 65 mil postos de vacinação e envolvimento de 240 mil pessoas, com a utilização de 27 mil veículos, entre terrestres, marítimos e fluviais, e conta com a parceria das três esferas gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS) - Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de saúde. Para apoiar as ações de mobilização da população e de preparação das equipes de saúde da família, o Ministério da Saúde está enviando aos estados e municípios R$ 24,7 milhões, recursos que serão repassados do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais.
A vacinação é feita com objetivo de diminuir o risco de ter a doença grave. As pessoas que apresentarem os sintomas da gripe devem procurar o posto de saúde, pois há tratamento. As ações do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, visam tanto a prevenção quanto o tratamento e o diagnóstico precoce. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

TABELA 1
Pacientes cujas doenças crônicas tem indicação para a vacina
Categoria Indicações
Doença respiratória crônica Asma em uso de corticóides inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave);
DPOC;
Bronquioectasia;
Fibrose Cística;
Doenças Intersticiais do pulmão;
Displasia broncopulmonar;
Hipertensão arterial Pulmonar;
Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.
Doença cardíaca crônica Doença cardíaca congênita;
Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade;
Doença cardíaca isquêmica;
Insuficiência cardíaca.
Doença renal crônica Doença renal nos estágios 3,4 e 5;
Síndrome nefrótica;
Paciente em diálise.
Doença hepática crônica Atresia biliar;
Hepatites crônicas;
Cirrose.
Doença neurológica crônica Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica;
Considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares;
Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular;
Deficiência neurológica grave.
Diabetes Diabetes Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.
Imunossupressão Imunodeficiência congênita ou adquirida
Imunossupressão por doenças ou medicamentos
Obesos Obesidade grau III.
Transplantados Órgãos sólidos;
Medula óssea.

TABELA 2
Quantitativo de doses e população- alvo por Unidade da Federação (UF)

UF DOSES POPULAÇÃO ALVO
RO 291.020 265.770
AC 157.200 143.557
AM 770.520 703.669
RR 136.330 124.497
PA 1.342.100 1.225.658
AP 118.270 108.002
TO 277.660 253.566
NORTE 3.093.100 2.824.719
MA 1.273.860 1.163.335
PI 631.800 576.986
CE 1.716.940 1.567.976
RN 641.060 585.435
PB 836.410 763.841
PE 1.823.370 1.665.175
AL 596.430 544.681
SE 387.240 353.641
BA 2.848.510 2.601.374
NORDESTE 10.755.620 9.822.444
MG 4.324.670 3.949.466
ES 748.640 683.685
RJ 3.785.210 3.456.804
SP 9.753.640 8.907.426
SUDESTE 18.612.160 16.997.381
PR 2.736.060 2.498.682
SC 1.649.590 1.506.468
RS 3.185.020 2.908.685
SUL 7.570.670 6.913.835
MS 589.770 538.596
MT 613.160 559.963
GO 1.205.900 1.101.276
DF 497.090 453.955
C.OESTE 2.905.920 2.653.788
BRASIL 42.937.470 39.212.168http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/10262/162/vacinacao-contra-a-gripe-tem-inicio-na-segunda_feira-dia-15.html

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Recruta portadores de Uveite Ativa


O Departamento de Oftalmologia EPM – HSP

 recruta portadores de uveite ativa


http://www.hospitalsaopaulo.org.br/sites/geih/
                                Quinta, 07 Março 2013 13:26

“O Departamento de Oftalmologia Escola Paulista de Medicina – Hospital São Paulo (UNIFESP), está recrutando portadores de uveite ativa não infecciosa, para participar de estudo, para avaliar a segurança e eficácia de (Sirolimus) intravítreo.

Devem apresentar os seguintes critérios:

1. Homens ou mulheres com idade igual ou superior a 18 anos

2. Diagnóstico de uveíte posterior não infecciosa ativa com opacidade vítrea significante

3. Acuidade visual corrigida ≥ 20/400 no olho do estudo

4. Olho contraletral com visão ≥ 20/200

Pacientes potenciais deverão ser encaminhados para o Setor de Pesquisa Clínica – Depto de Oftalmologia da EPM,

Rua Botucatu 822 – 1º andar, de segunda à sexta-feira, das 9:00h às 17:00h.

Informações pelo Fone 5572-6443 com Luci Meire, Cintia Futino ou Cristina Nascimento.”

http://www.hospitalsaopaulo.org.br/noticias/item/126-o-departamento-de-oftalmologia-epm--hsp-recruta-portadores-de-uveite-ativa 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lúpus 10 passos necessários para conseguir os medicamentos de Alto Custo pelo SUS.

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Recorrer à Justiça acelera o recebimento de remédios de alto custo

Saber onde e para quem recorrer pode garantir o medicamento em mãos mais rapidamente

Apesar de ser um direito autorizado por lei, conseguir medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nem sempre é fácil. Quem não tem condições de arcar com remédios e tratamentos pode recorrer à rede pública , mas sabe que poderá enfrentar burocracia, filas e demora.
Até porque o governo tem autonomia para negar pedidos que achar inválidos, já que também depende de repasses federais e estaduais. Diante disso, a população pode recorrer de diferentes maneiras até provar que realmente precisa do remédio.
A quem e como recorrer? O R7 responde.
Para esclarecer essas questões, consultamos os advogados especialistas em Direito da Saúde, Tiago Matos Farina, diretor jurídico do Instituto Oncoguia e Vinícius de Abreu, representante jurídico da Ong Saúde Legal, que apontam dez passos necessários para conseguir os medicamentos.

 http://noticias.r7.com/saude/noticias/recorrer-a-justica-acelera-recebimento-de-remedios-de-alto-custo-20120401.html

Primeiro passo  
Apresente o Cartão Nacional de
Saúde
Para conseguir um, basta você se dirigir a qualquer posto básico de saúde e apresentar o documento de identidade e comprovante de residência. A carteirinha será feita na hora. Leve também uma cópia simples do documento.

Segundo passo
Apresente uma cópia do documento de identidade
Para todos os efeitos, leve também o exemplar original junto a uma cópia simples.

Terceiro passo
Apresente o laudo médico preenchido
O laudo médico para solicitação, avaliação e autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica geralmente é fornecido e preenchido pelo próprio médico. Caso ele não forneça, peça o formulário em uma unidade de saúde e volte ao consultório para ele preencher.
O laudo detalha aspectos da doença do paciente e do tratamento, de modo a deixar clara a necessidade do uso do medicamento. Nesse relatório, o médico deve mencionar o código da doença na Classificação Internacional de Doenças e indicar seu número de cadastro no Conselho Regional de Medicina, assinar e carimbar o seu nome completo. Leve uma cópia simples junto a original.
http://2.bp.blogspot.com/-Wb3FKcPzCtM/TlVoVQftNeI/AAAAAAAAAgI/r4j8j8XfBbc/s1600/novo+laudo+de+solicitacao.jpg
 Aqui é o Formulário LME    http://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/profissional-da-saude/homepage/acesso-rapido/laudo-de-solicitacao-avaliacao-e-autorizacao-de-medicamento-do-componente-especializado-da-assistencia-farmaceutica-lme

Observação ao Médico
No Laudo, o Médico deverá definir, entre outros pontos :
Quais são os exames necessários para justificar a solicitação do medicamento ou nutrição enteral.

O médico deverá anexar ao documento cópias dos resultados dos exames
A receita deverá ser laborada em duas vias pelo profissional.   

Quarto passo
Apresente a receita médica
O laudo médico não exclui a necessidade da apresentação da receita médica, que deve ser anexada junto com os demais documentos.
Nela, o médico deve mencionar o nome do remédio com seu princípio ativo e o nome genérico, a quantidade necessária a ser usada por dia, semana ou mês e a indicação de comprimidos, frascos ou refis.
A receita é válida somente por 30 dias. Leve uma cópia simples também.

Quinto passo
Apresente uma cópia do comprovante de residência
É mais seguro levar a unidade de saúde o exemplar original junto a uma cópia simples.

Sexto passo
Vá a uma das unidades responsáveis pelos remédios de alto-custo
Informe-se na unidade de saúde onde você passou por consulta ou onde pegou o laudo médico sobre esse espaço. Somente neles você poderá fazer o pedido administrativo do remédio. Essas unidades funcionam geralmente de segunda a sexta-feira das 7h às 17h30 e aos sábados das 7h às 10h.
 Lá, apresente a lista de documentos listados abaixo.

Sétimo passo
Peça cópia do protocolo do pedido
Ao fazer o pedido, peça uma cópia do protocolo. Isso fará toda a diferença se você não receber o medicamento. Para poder ingressar com uma ação judicial, você vai precisar do documento que comprova que houve solicitação. Feito isso, o funcionário que pegou os documentos vai iniciar um procedimento administrativo para obtenção do medicamento. Por meio de um telegrama, você saberá quando e onde – geralmente uma unidade de saúde mais próxima de sua casa – o remédio vai estar disponível. No entanto, não há prazos regulares, podendo ser entregue na hora, em dias ou em até três meses (em casos extremos).

Oitavo passo
Fazer um requerimento administrativo
Nem sempre os pedidos são aceitos, mesmo casos considerados urgentes. Quando isso acontece, o paciente pode entrar com um requerimento administrativo na Secretaria de Saúde de seu estado ou com uma ação na Justiça. O procedimento é simples: o paciente escreve uma carta informando ter determinada doença para qual o médico lhe receitou o medicamento. O pedido médico deve estar anexado ao documento.
É possível partir para uma ação judicial tão logo ocorra à negativa, mas, segundo os advogados, vale fazer o requerimento primeiro porque, além de não haver necessidade de um advogado para isso – qualquer pessoa pode fazer – o juiz pode não dar ganho de causa justamente por achar que o paciente “queimou etapas”, explica Farina.
- Muitas vezes o juiz não dá ganho de causa ao paciente alegando que não entrou anteriormente com o pedido administrativo.
Se o paciente não receber o medicamento em até 15 dias, pode entrar com medida judicial.

Para exigir fornecimento de medicamentos

Modelo de Carta
(Local, data)-------------------------
Ao  Diretor do ---------------------(Hospital, Pronto-Socorro, Unidade ou Serviço de Saúde)
c/c Ao Secretário Municipal de Saúde.

Prezado Senhor,

Em ------(data), compareci ao ----------- (nome do estabelecimento de saúde), localizado à --------------(endereço), pretendendo obter o medicamento ----------------------(nome do medicamento), necessário para tratar do meu problema de saúde -------------------------(explicar a razão da necessidade do medicamento; por exemplo, para controlar diabetes, tratar pneumonia, etc.).

Ocorre que não foi possível obtê-lo, pois não estava disponível para distribuição à população, o que pode implicar em prejuízo à minha saúde.

Essa ausência representa ofensa à Constituição Federal de 1.988 (especial­mente aos artigos 5º, 6º, 196 e seguintes) e à Lei 8.080/90 (especialmente artigos 2º, 5º, 6º e 7º, incisos I, II e IV) que atribuem ao Poder Público o dever de garantir o atendimento integral à saúde de todos os cidadãos, sem qualquer distinção.

Vale ressaltar que o atendimento integral à saúde, que deve ser prestado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), abrange a assistência farmacêutica, ou seja, o fornecimento de medicamentos (artigo 6º, da Lei 8.080/90). Dessa forma, ainda que esse medicamento não esteja na lista daqueles considerados essenciais pelo governo, deve ser obrigatoriamente fornecido pelos estabelecimentos de saúde que fazem parte do Sistema Único, como é o caso desse(a) --------------------------------(hospital, centro ou unidade de saúde).

Diante do exposto, solicito providências no sentido de que me seja fornecido o medicamento ------------------------(nome do remédio receitado pelo médico), que também deve estar disponível para todos os cidadãos que dele necessitarem.

Certo de seu pronto atendimento em respeito aos meus direitos de cidadão(ã), agradeço antecipadamente. Informo que caso não seja atendida minha solicitação no prazo de 10 (dez) dias ------------------------(dependendo da gravidade da situação, você pode estabelecer um prazo menor), serão adotadas as medidas cabíveis.

Atenciosamente,              

Nome, assinatura
____________________________
 meios de contato – telefone, 
endereço, fax, e-mail)
----------------------------------------------

Nono passo
Procure um Juizado Especial da Fazenda Pública
Qualquer pessoa pode ingressar com ações nos Juizados de forma gratuita e sem a necessidade de contratar advogado. Mas isso só é possível desde que o custo do medicamento seja de no máximo 60 salários mínimos, num período de 12 meses. Em alguns estados brasileiros, os Juizados Especiais ainda não estão em pleno funcionamento. Por isso, vale checar se já há um juizado no seu Estado de origem.
Os Juizados Especiais da Fazenda Pública foram criados para julgar causas contra Estados, Distrito Federal e Municípios, ou seja, é por essa via que uma pessoa comum pode processar o governo. Portanto, cabe a esses juizados apreciarem ações de fornecimento de medicamentos, disponibilidade de vagas em leitos de hospitais e UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), além de realização de exames e cirurgias.

Décimo passo
Procure a Defensoria Pública
Os defensores públicos são advogados que prestam serviços gratuitos de orientação jurídica e de defesa para quem não pode pagar um advogado. Via de regra, o defensor público atende pessoas que têm renda familiar de até três salários mínimos. É indicado para casos de urgência. Ao entrar em contato com um, mostre os mesmos documentos que foram entregues na unidade de saúde junto à cópia do protocolo. Ela é a prova de que houve a solicitação para contestar a negativa.